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| Quadro Tiradentes Esquartejado, de Pedro Américo |
Um dos mais conhecidos participantes da Inconfidência Mineira foi Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, tido como mártir da Independência. Por ter assumido a participação no movimento, foi o único a ser condenado à pena de morte, sendo enforcado em 1792, no Rio de Janeiro. Ao contrário do que foi dito durante muito tempo, novas pesquisas históricas mostram que Tiradentes nunca foi o líder da Inconfidência e que não era uma pessoa pobre — fora mineiro, tropeiro e proprietário de terras. O contato que teve com as ideas do Iluminismo deu-se através de terceiros, e não diretamente das obras revolucionárias.
Não se tem nenhuma gravura dele, o que facilitou a idealização de sua aparência conforme os interesses do momento. Durante o Império Brasileiro (1882-1889), Tiradentes foi ignorado, afinal a Inconfidência Mineira era republicana. Com a proclamação da República, em 1889, Tiradentes foi, enfim, transformado em héroi, declarando-se o 21 de abril (dia de sua execução) como feriado nacional.
Data do início da República (1893) o conhecido quadro Tiradentes Esquartejado, de Pedro Américo, que mostra o inconfidente muito semelhante a Cristo, com cabelos e barbas longos, no objetivo de atrair simpatia e dar maior dramaticidade e ideia de sacrifício. A Ditadura Militar (1964-1985) tentou da mesma forma usar Tiradentes, transformando-o em Patrono Cívico da Nação Brasileira. Até as esquerdas apropriaram-se de Tiradentes, que foi usado para denominar um grupo armado gerrilheiro dos anos 1970 que lutava para derrubar a Ditadura.
FARIAS, Airton de. A Vinda da Família Real para o Brasil. Recife: Construir, 2009.
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